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10 de junio de 2009

Estudantes na Bolívia: Uma espera que parece eterna

Mais um semestre termina neste fim de Junho, complementando-se assim mais uma fase da nossa etapa de formacão académica na Bolívia. Tudo em pleno inverno rigoroso que bate com o frio às portas, sem que houvesse notícia quente por parte do nosso governo, que servisse como "casaco de protecção para esta estação tão dificil! "
Sem qualquer articulação oficial com o governo de Cabo Verde, os mais de 200 estudantes cabo-verdianos na Bolívia continuam a enfrentar grandes dificuldades, com destaque para o dramático problema de legalização de certificados de conclusão e certidões de Nascimento na cidade de La Paz. Ou seja, o tempo vai passando, o número de estudantes continua crescendo, os encargos com a universidade e o nível de vida na Bolívia aumentam, pesando fortemente nos bolsos dos nossos pais. A única certeza que muito dos estudantes têm é se podem continuar o processo de formação aqui na Bolívia, nessas condições.
Teoricamente, diz-se que o futuro de qualquer país advém da força da sua juventude. A nossa juventude, com toda a sua força, quer, portanto, fazer parte deste auspicioso futuro, primando assim pela qualidade na sua formação académica, continuando unida, lutando e enfrentando as diversas barreiras aqui na America Latina. Isto até conseguir o seu objectivo principal que é concluir o seu curso, na perspectiva de vir contribuir para o desenvolvimento futuro de Cabo Verde.
Em Setembro próximo completará um ano que os representantes do nosso país (Ministério da Edução e Ensino Superior) estiveram na Bolívia para se inteirarem dos problemas e constrangimentos por que passam as mais de duas de centenas de estudantes cabo-verdianos que ali frequentam o ensino superior em várias áreas. O governo tinha, segundo tornou público, comprometido inclusive criar um Consulado nesse país para ajudar os alunos na resolução dos seus problemas, tendo a Univalle (Universidade de Valle) oferecido um espaço para a sua instalação.
Passado esse tempo todo sem que nada tivesse sido feito por parte das autoridades cabo-verdianas para solucionar os problemas identificados, perguntamos: Quando vão olhar para estes pobres e coitados estudantes? Quando chegar as eleições?
A nossa Constituição estabelece, num dos seus artigos, o seguinte: ‘’ A República de Cabo Verde criará progressivamente as condições indispensaveis à remoção de todo tipo de obstáculos que possam impedir o pleno desenvolvimento da pessoa humana...’’ Respeitemos pois o estabalecido na nossa lei magna!
Para além do nosso reconhecimento oficial, queremos que haja uma real representação técnica, politica e diplomática de Cabo Verde na Bolívia, visando uma relação mais próxima entre os respectivos governos. Isto tudo para que possamos precaver os nossos interesses e sentir devidamente protegidos.

Fidel Carlos Cardoso de Pina

Presidente da Federação Caboverdiana de Estudantes na Bolívia
Estudante do 2º Ano de Direito e Ciências Jurídicas

26 de diciembre de 2008

Natal longe de casa

O Natal é para ser o dia mais alegre do ano. Mas infelizmente, para nós que encontramos longe da nossa familia, do nosso lar, dos nossos amigos, este dia tão importante, é sinónimo de nostalgia, uma certa tristeza e reflexão.

Todo que sentimos não é culpa de ninguém, não temos ninguém para culpar.

Ao recordar as coisas boas que nós partilhamos ao longo dos anos, sentimos uma certa tristeza e saudade destes eternos momentos. Este ‘’ recordar ‘’ , forma assim uma música, muito ouvida diga-se de passagem por estudantes no estrangeiro, sendo portanto estes sentimentos, ‘’ a letra ‘’, acompanhados pelas lágrimas ‘’ a voz ’’ em sintonia com um ritmo de uma melodia tradicional, bem suave de cabo verde.

Mas em esta música, existe uma consequencia muito positiva: A reflexão!

Pois Deus nos deu duas armas secretas para nos ajudar a vencer: Esperança e amor.

Esperança, religiosamente é o que as preces significam. No entanto para nós estudantes aqui em Bolivia significa luta, força, coragem para o alcançar nosso objectivo e como resultado final todos nós desejamos silenciar todos aqueles que infelizmente duvidam da nosso qualidade enquanto a futuros profissonais.

Amor; as vezes encontramos o amor com aqueles que estão mais perto de nós, e que infelizmente são os que esquecemos de valorizar. É quando o caminho fica escuro e estrada se curva que finalmente valorizamos aqueles que agora estão muito longe de nós.

Mas vamos deixar que Deus nos mostre para onde ir. Ele nos dará olhos e nos fará corajosos;
Para frente na esperança, para frente no amor e para frente nos novos dias das nossas vidas!!


Feliz Natal e um Feliz Ano Novo para todos os estudantes caboverdianos no estrangeiro e para toda a sociedade caboverdiana.



Fidel Carlos Cardoso de Pina

3 de noviembre de 2008

Cafemargoso & Bianda novos amigos





Enorme é a nossa satisfacao perante a divulgacao do nosso blog num dos elementos mas dinamicos da bloggosfera caboverdiana, estamos a falar do blog cafemargoso do conhecido encenador Joao Branco e do blog Bianda de Cesar Shofield.
Um muito obrigado aos nossos compatriotas. Desde ja um recomendacao de visitantes assiduos dos referidos blogs: o que é esta a espera?
Va visita-los en www.cafemargoso.blogspot.com ; www.bianda.blogspot.com, ira se surprender perante tanta qualidade.
Retribuimos um abraco fraterno de bolivia para caboverde.
Como disse o nosso amigo Bianda "amor com amor se paga".

28 de octubre de 2008

Diáspora caboverdiana




Todos sabemos que o povo caboverdiano é caracterizado como sendo um povo lutador, sofredor, que parte para “terra longe” a procura de melhores condições de vida e a procura de uma forma para sustentar a famlia que com muita dor foi deixada para atrás.

E da mesma forma, nós estudantes caboverdianos residentes no estrangeiro, partimos para os “quatro cantos do mundo” também com o objectivo de obter uma formação academica e profissional para que juntos, possamos desenvolver o nosso querido pais.

Desde ha muitos anos atrás cabo verde vem mantendo uma ligação com alguns paises (de entre eles, os mais frequentes: Portugal, Brasil, Cuba) de forma a abrir novos horizontes e concretizar o sonho de todo o jovem pré-universitário, que é o de obter uma formação e ajudar o nosso pais visto que não temos ainda as maiores condições para abertura de diversas universidades, de áreas e cursos diferentes.

Mas, não é por serem estes paises os mais frequentes, que vamos descartar a possibilidade ter o acesso a vários outros paises incluindo a Bolivia. Leio e oiço vários comentarios, criticas propriamente ditas, a cerca dos estudantes na bolivia, de entre muitas criticas, cito: «os que optam pela bolivia são os que não tem capacidades». Citei esta frase porque de entres outras foi a que mais me chocou, porque na minha opinião ter optado pela bolivia não foi sinómino de fraquesa mais pelo contrario de coragem, força e aventura, especialmente pela minha futura colega e amiga Aline Pires e seu colega Rui que no final do nosso 12° ano foram os primeiros que, determinados e seguros optaram por seguir uma aventura, que para mim foi uma abertura de horizontes. Digo isso porque muitos caboverdianos na medida em que cabo verde mesmo sendo um pais em via de desenvolvimento, possui ainda muitos e muitos jovens com muita capacidade mas *sentem de uma certa forma incapacitados finaceiramente de continuar tanto em cabo verde como no estrangeiro. E mesmo que bolivia faça ainda parte do grupo dos paises subdesenvolvidos é um pais que para muitos, é uma soluçao finaceira e uma forma de fazer seus estudos. pois, o escudo caboverdiano é muito mais elevado que a moeda boliviana.

De uma certa forma, acho que é normal que a sociedade ainda nao consiga “digerir” esta opçao dos caboverdianos visto que segundo a nossa sociedade “nos li na cabo verde é mas desenvolvid ké kis ta ba fasé la” e como toda gente sabe “criol é sempre criol” e por outro lado os conflitos politicos na bolivia mesmo que não afectam os nossos estudantes também é de se compreender que podem causar uma certa preocupaçao visto que graças a Deus no nosso pais não conhecemos os chamados “CONFLITOS” no verdadeiro sentido da palavra.

Mas tudo isso de nenhuma maneira deveria ser considerado como motivo de desanimo porque todos temos direito de lutar pelo nosso futuro.

A cerca da federação caboverdiana de estudantes, foi um boa iniciativa na medida em que perante estes inumeros “contras” a unica solução é de se unir, interajudar-se e sobretudo «distrair-se» dessa saudade todos nos sentimos. E nota-se um grande esforço desta federação rumo ao progresso. E esta união tem de ser forte de forma a enfrentar a nossa sociedade com muita garra determinação para juntos conseguirem o objectivo principal neste momento que é o de instalar uma embaixada caboverdiana na bolivia. Porém, lutar não significa comentar os artigos de uma certa forma inútil, com frases muitas vezes sem significado, porque para ajudar o nosso colega Fidel que muito tem se esforçado no sentido de melhorar as condições dos nossos estudantes, precisam de demostrar a nossas capacidades de expressão, de auto defesa e sobretudo de ser convicente, enfim demostrar que são capazes de se formarem não importa a universidade e o pais, e que são capazes de construir o nosso futuro, e que podem sobretudo ajudar as nossas familias e fazer avançar o nosso pais.

Deixo aqui os meus sinceros votos de sucessos a todos os estudantes caboverdianos na Bolivia e espero que consigam todos alcançar seus objectivos e nunca s esqueçam:
« A união faz a força, a força tras o sucesso e o sucesso leva-nos de volta ao nosso pais.»

Cabo verde sempre nos nossos coraçoes..
Euma Natalina Fortes Lopes

Estudante no segundo ano de Biologia Humana e Tecnologias de saude
Area engenharia de saude

Fauldade de Medecina de Amiens

Université De Picardie Jules Verne

França