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17 de enero de 2009

AMILCAR CABRAL


Amílcar Cabral (Bafatá, Guiné-Bissau, 12 de Setembro de 1924Conacri, 20 de janeiro de 1973) foi um político de Cabo Verde e da Guiné-Bissau

Filho de Juvenal Lopes Cabral e de Dona Iva Pinhel Évora, aos oito anos de idade, sua família mudou-se para Cabo Verde, estabelecendo-se em Mindelo (ilha de São Vicente), que passou a ser a cidade de sua infância, onde completou o curso liceal em 1943. No ano seguinte, mudou-se para a cidade de Praia, na ilha de Santiago, e começou a trabalhar na Imprensa Nacional, mas só por um ano, pois tendo conseguido uma bolsa de estudos, no ano de 1945 ingressou no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa. Após graduar-se em 1950, trabalhou por dois anos na Estação Agronómica de Santarém.

Contratado pelo Ministério do Ultramar como adjunto dos Serviços Agrícolas e Florestais da Guiné, regressou a Bissau em 1952. Iniciou seu trabalho na granja experimental de Pessube percorrendo grande parte do país, de porta em porta, durante o Recenseamento Agrícola de 1953 adquirindo um conhecimento profundo da realidade social vigente. Suas atividades políticas, iniciadas já em Portugal, reservam-lhe a antipatia do Governador da colônia, Melo e Alvim, que o obriga a emigrar para Angola. Nesse país, une-se ao MPLA.

Em 1959, Amílcar Cabral, juntamente com Aristides Pereira, seu irmão Luís Cabral, Fernando Fortes, Júlio de Almeida e Elisée Turpin, funda o partido clandestino Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC). Quatro anos mais tarde, o PAIGC sai da clandestinidade ao estabelecer uma delegação na cidade de Conacri, capital da República de Guiné-Cronacri. Em 23 de janeiro de 1963 tem início a luta armada contra a metrópole colonialista, com o ataque ao quartel de Tite, no sul da Guiné-Bissau, a partir de bases na Guiné-Conacri.

Em 1970, Amílcar Cabral, fazendo-se acompanhar de Agostinho Neto e Marcelino dos Santos, é recebido pelo Papa Paulo VI em audiência privada. Em 21 de novembro do mesmo ano, o Governador português da Guiné-Bissau determina o início da Operação Mar Verde, com a finalidade de capturar ou mesmo eliminar os líderes do PAIGC, então aquartelados em Conacri. A operação não teve sucesso.

Em 20 de janeiro de 1973, Amílcar Cabral é assassinado em Conacri, por dois membros guineenses de seu próprio partido. Amílcar Cabral profetizara seu fim, ao afirmar: "Se alguém me há de fazer mal, é quem está aqui entre nós. Ninguém mais pode estragar o PAIGC, só nós próprios." Aristides Pereira, substituiu-o na chefia do PAIGC. Após da morte de Cabral a luta armada se intensifica e a independência de Guiné-Bissau é proclamada unilateralmente em 24 de Setembro de 1973. Seu meio-irmão, Luís de Almeida Cabral, é nomeado o primeiro presidente do país.

Noite de facas longas em Conakri


O cenário: uma casa branca, isolada, de um só piso, um largo terreiro à volta, uma enorme mangueira em frente da casa, um telheiro que serve de garagem; em Conacri, capital da República da Guiné, de que é Presidente Séku Turé. O tempo: três da madrugada do dia 20 de Janeiro de 1973. A acção: um carro, um Volkswagen, que o condutor arruma no telheiro. Dois faróis projectam a luz para os ocupantes do veículo que são Amílcar Cabral e a sua segunda mulher, Ana Maria. Uma voz ríspida vem da noite e ordena que amarrem Amílcar. Este resiste. Não deixa que o atem. O comandante do assalto dispara. Atinge-o no fígado. Amílcar, sentado no chão, propõe que conversem. A resposta é uma rajada de metralhadora que acerta na cabeça do fundador do PAIGC. A morte é imediata. Os autores do atentado: Inocêncio Kani, que dispara primeiro, um veterano da guerrilha, ex- comandante da marinha do PAIGC; membros do partido, todos guineenses.











Factos interessantes
  • Na certidão de nascimento consta o nome Hamílcar, homenagem do seu pai ao célebre general cartaginês Hamílcar Barca, herói da Primeira Guerra Púnica.
  • Destaque no time de futebol do Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa, Amilcar Cabral chegou a ser convidado para ingressar no Sport Lisboa e Benfica.

POEMA DE CABRAL

Tu vives — mãe adormecida —

nua e esquecida,

seca,

fustigada pelos ventos,

ao som de músicas sem música

das águas que nos prendem…

Ilha:

teus montes e teus vales

não sentiram passar os tempos

e ficaram no mundo dos teus sonhos

— os sonhos dos teus filhos —

a clamar aos ventos que passam,

e às aves que voam, livres,

as tuas ânsias!

Ilha:

colina sem fim de terra vermelha

— terra dura —

rochas escarpadas tapando os horizontes,

mas aos quatro ventos prendendo as nossas ânsias

14 de octubre de 2008

Quem é a UNIVALLE ?


Universidade Privada del Valle

UNIVALLE EN NÚMEROS
Terrenos: 119.320 m2
Construcciones: 58.382 m2
Plazuelas y paseos: 93.115 m2
Construcciones Deportivas: 6.033 m2
Personal Administrativo: 355
Estudiantes inscritos. 10.280
Becas completas: 1.135 (11% del total)
ANTECEDENTES INSTITUCIONALES
La Universidad Privada del Valle se ha fundado el 4 de octubre de 1.988, habiendo obtenido, en cumplimiento de la Constitución Política del Estado, la Personería Jurídica, mediante la Resolución Suprema 205336 de fecha 4 de noviembre de 1.988, firmada por el entonces Presidente Constitucional de la República, Dr. Víctor Paz Estenssoro y el Ministro de Educación. El Decreto Supremo aprobó el Estatuto Orgánico en sus setenta y ocho artículos y los Planes de Estudio de las carreras profesionales. Posteriormente, el Presidente Constitucional de la República, Lic. Jaime Paz Zamora, elevó la Resolución Suprema a rango de Decreto Supremo No. 23527, el 17 de julio de 1.993.
La Universidad Privada del Valle se fundamenta en la universalidad del pensamiento científico, significa que la ciencia, la tecnología y sus aplicaciones, son patrimonios de la humanidad, y se basa en la independencia ideológica respecto a partidos políticos, religiones, entidades empresariales y gremiales. Entre los objetivos más importantes de la universidad se encuentran: Realizar actividades de investigación científica. Realizar tareas de extensión universitaria. Desarrollar programas de carácter cultural, artístico y deportivo. Difundir, a través de programas y medios específicos, sistemas de aplicación del conocimiento científico, tecnológico, cultural y artístico a la vida cotidiana. Establecer un amplio entendimiento e intercambio a nivel nacional e internacional con instituciones universitarias, científicas, públicas y privadas, de enseñanza preuniversitaria. Desarrollar, organizar y prestar servicios de asesoría y consultoría. Organizar y desarrollar actividades de producción y comercialización en general.
UNIVALLE - Universidad Privada Del Valle La Universidad Privada del Valle, celebra su XX Aniversario con un Acto Académico que pretende coronar el aporte que ha generado en este tiempo a la educación boliviana y que en este tiempo, se han dado importantes saltos cualitativos no sólo en el campo pedagógico-didáctico del Proceso Enseñanza-Aprendizaje, sino en la filosofía de la educación que caracteriza a una pujante Casa de Estudios Superiores. Nace como respuesta a la crisis de formación de profesionales que no respondía a los requerimientos de desarrollo del país. Hasta entonces, las carreras o programas de formación profesional no se habían despojado del carácter conservador y de la cátedra memorística, hasta que irrumpió UNIVALLE con una nueva tecnología educativa y carreras innovadoras como Ingeniería Comercial, Ingeniería Electromecánica, Ingeniería de Alimentos y otras, que se dictaron por primera vez en Bolivia.
OBS. isto nao é publicidade sao so informaçoes, de onde estamos e porque estamos aqui.

12 de octubre de 2008

Bandeira de Cabo Verde



A bandeira de Cabo Verde é um rectângulo com proporções 2:3, dividido horizontalmente em 5 faixas (duas em azul, duas em branco e uma em vermelho) e dez estrelas amarelas dispostas em círculo. A bandeira foi oficialmente adoptada a 13 de Janeiro de 1992, após a revisão constitucional que criou o sistema multipartidário em Cabo Verde.

Descrição geométrica

A bandeira é composta por um rectângulo de proporções 2 de altura por 3 de largura. A metade superior e o quarto inferior são rectângulos azuis. O quarto restante é dividido horizontalmente em 3 faixas de igual altura, sendo brancas as 2 exteriores, e vermelha a central. Sobre estas faixas, estão sobrepostas dez estrelas dispostas em círculo, amarelas e com o tamanho 1/8 da altura da bandeira, estando o centro do círculo sobre a mediana horizontal da faixa vermelha, à mesma distância do bordo esquerdo da bandeira (ou seja, do mastro) que do bordo inferior. O diâmetro do círculo é de metade da altura da bandeira.

Proporções

A Constituição da República não especifica quais é que são as proporções oficiais para a altura e para a largura da bandeira. As dimensões das diversas partes que compoem a bandeira são dadas proporcionalmente às dimensões dos lados, sem especificar essas dimensões. No entanto, a proporção mais usada é a de 2:3, que é a mesma proporção que era usada na bandeira anterior a 1992. Consequentemente, a proporção de 2:3 é a proporção de facto (mas não de jure).

Simbolismo

O rectângulo azul da bandeira simboliza o mar e o céu que envolvem as ilhas. As faixas, o caminho da construção do país, sendo o branco, a paz que se quer (e se tem conseguido, sendo Cabo Verde um dos países mais pacíficos e uma das democracias mais estáveis da África) e o vermelho, o esforço e a luta. Por último, as estrelas representam as dez ilhas que compõem o arquipélago.

História

A bandeira anterior de Cabo Verde foi adoptada pelo PAIGC durante a luta de independência. Após a mesma, tornou-se na bandeira oficial de Cabo Verde. Porém, quando em 1991 houve uma reforma constitucional para instaurar o multipartidarismo, foram criados novos símbolos nacionais, com o argumento que os antigos se identificavam demasiado com o PAIGC/PAICV, que esteve no poder até essa altura em regime de partido único, por forma a melhor retratar a natureza da reforma.

Crítica

Na altura da mudança da bandeira e dos outros símbolos nacionais, muitos foram os que argumentaram que a mudança se tratava puramente de uma forma de afirmação do partido que ganhara as primeiras eleições multipartidárias, o MpD. Outros argumentos se prenderam com o facto de a bandeira denotar um certo anti-africanismo ao retirar o protagonismo das cores típicas das bandeiras africanas (vermelho, amarelo e verde) e assumir um visual bastante semelhante à bandeira da Europa. Um factor a levar em conta é que os cabo-verdianos se apegaram rapidamente aos símbolos que significaram a sua independência, pelo que a troca teve um impacto considerável nos que viveram a época da libertação colonial.

Descrição oficial

A Bandeira Nacional é constituída por cinco rectângulos dispostos no sentido do comprimento e sobrepostos.

  1. Os rectângulos superior e inferior são de cor azul, ocupando o superior uma superfície igual a metade da bandeira e o inferior um quarto.
  2. Separando os dois rectângulos azuis, existem três faixas, cada uma com a superfície igual a um duodécimo da área da Bandeira.
  3. As faixas adjacentes aos rectângulos azuis são de cor branca e a que fica entre estas é de cor vermelha.
  4. Sobre os cinco rectângulos, dez estrelas amarelas de cinco pontas, com o vértice superior na posição dos noventa graus, definem um círculo cujo centro se situa na intersecção da mediana do segundo quarto vertical a contar da esquerda com a mediana do segundo quarto horizontal a contar do bordo inferior. A estrela mais próxima deste bordo está inscrita numa circunferência invisível cujo centro fica sobre a mediana da faixa azul inferior.

Referências

  1. Art.º 8 da Constituição da República
  2. Bandeiras de Cabo Verde